Certa vez ouvi do publicitário Júlio Ribeiro que o medo de ousar já fechou muito mais empresas do que a ousadia e os burocratas são muito mais perigosos do que os poetas.
Penso que a vontade de se preparar deve ser maior do que vontade de vencer, afinal, são os preparados que vencem o jogo da vida.
Uma palavra forte no conceito do líder é a palavra “influência” que na verdadeira liderança irá aparecer sempre no lugar da palavra “imposição”.
O líder influencia e o seu papel maior é motivar pessoas e ter a mente aberta para novas possibilidades, incluindo-se aí as inovações de gestão e principalmente tecnológicas.
As idéias são inúteis se não forem seguidas de ações.
O que motiva o ser humano? Desafios extraordinários produzem pessoas extraordinárias.
O pensador, filósofo, advogado e senador romano Lucius Annaeus Sêneca disse: “Não nos falta valor para empreender certas coisas porque são difíceis... Porém, são difíceis porque nos falta coragem para empreendê-las”.
O executivo brasileiro Carlos Ghosn, nascido na cidade de Guajará-Mirim no estado de Rondônia e a quem considero o Henry Ford do século 21, presidente mundial da Renault e da Nissan disse assim: “A motivação é a única coisa que faz a diferença e se você perder a motivação, aos poucos você perde tudo”.
Ele que é atualmente um dos 25 executivos mais influentes do mundo tirou a Nissan da falência e a transformou numa das montadoras mais rentáveis do planeta. Antes, porém, teve que fechar cinco fábricas e demitir 20 mil funcionários.
Quantas vezes você ouviu em alguma palestra que em certas circunstâncias é preciso afiar os machados? Ou seja, é preciso se preparar e em algumas situações é melhor recuar um passo para em seguida dar mais dois à frente.
O momento que vivemos nos faz pensar no melhor posicionamento da liderança que é o equilíbrio. Nos bons tempos, as pessoas, as empresas em sua “zona de conforto” jogavam a sujeira para debaixo do tapete.
Hoje, é preciso buscar excelência, tecnologia, novos talentos, produtividade e mais do que eficiência e eficácia, estar presente com a efetividade de sua equipe de trabalho.
Os nossos limites dependem de nossa ousadia.
A recessão voltou a ser tema no palco do nosso dia a dia, nas conversas do café, nas manchetes dos jornais... A grande pergunta é: O que fazer? Como se comportar? Como enfrentar este momento delicado?
O papel da liderança é enxergar o que todo mundo vê, mas com olhos diferentes. Muitos pisam no freio, outros no acelerador.
A saída é trabalhar o comprometimento dos seus times, aprimorar serviços, conquistar mais clientes, treinar mais as equipes, buscar a fidelidade de quem faz o seu negócio existir.
Definitivamente não basta ter apenas conhecimento, mesmo tendo a real noção de que o saber destrói incertezas... É preciso ter atitude, agregar serviços aos produtos, melhorar atendimento, melhorar distribuição e logística, dar mais atenção à assistência e aos controles.
Os que pisaram no freio arrefeceram, saíram do mercado... Os que pisaram no acelerador herdaram um mercado maior, com menos concorrência.
O verdadeiro líder tem essa visão, possui este diagnóstico de sua equipe, de seu mercado. Sabe que àqueles que pisaram no freio querem “voltar”, mas a água do rio já passou, perderam o mercado e certamente irão engrossar as fileiras dos negativos de plantão, dos descontentes e desmotivados, que dão combustível ao coro dos que acham que vivemos uma crise sem precedentes e sem solução.
O líder de verdade não é míope... Ele enxerga as dificuldades, mas a sua visão é maior, é de entrega, é de superação, é de resultados.
Repensar o negócio, a carreira, deve ser uma constante, afinal, não dá mais para esperar. O mundo é mutante e exige rapidez. Os clientes não reclamam, apenas mudam.
E a sua escolha determinará a cor do seu balanço no final do período.
O filósofo grego Heráclito dizia assim: “A única coisa permanente são as mudanças”. Ou seja, nós somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.
O pensador alemão Johann Goethe disse: “Deus nos dá nozes... Mas cabe a nós quebrá-las”. Isto é, Deus ajuda, mas espera que cada um faça a sua parte.
Interessante observar as palavras de Henry Ford: “Os obstáculos são essas coisas terríveis que só percebemos quando desviamos os olhos da nossa meta”.
Como disse anteriormente, o equilíbrio deve ser uma presença constante no perfil do líder. Um provérbio árabe orienta que o maior erro é a pressa antes do tempo e a lentidão ante a oportunidade. Adiar uma tarefa fácil pode tornar-se difícil e adiar uma tarefa difícil pode torná-la quase irrealizável.
A maneira mais rápida de fazer muitas coisas é manter o foco, é fazer uma coisa de cada vez. Os que nunca têm tempo são os que menos fazem.
Até porque o tempo não é como muitos dizem, simplesmente, o senhor da razão. O tempo por si só não cura, não conserta. Se você tiver uma ferida e se tratar, com o tempo ela irá cicatrizar... Mas se você tiver uma ferida e não se tratar, com o tempo ela irá piorar. O que cura é a ação daquilo que você faz hoje.
O exercício da liderança percebe que o passado é apenas referencial, ou seja, é um cheque que já foi descontado, o presente é uma dádiva dos céus, é o momento atual. O futuro é o presente onde nós iremos viver. Portanto, o líder é o gestor com a soma do visionário que enxerga dias melhores, de mais qualidade, de grande resultados, construindo a partir do planejamento do dia de hoje.
A estrada do sucesso pode ter vários quilômetros, mas é na mente que se começa a contar os primeiros metros. Daí a importância de educação e treinamento na vida de quem trabalha com liderança, que tem o foco em motivação e inovação. E entender educação e treinamento são coisas distintas, diferentes.
Educação é criar uma cultura, é ampliar os horizontes, é ensinar a interpretar dados, fatos, situações... Treinamento não. Treinamento é repetição, é fazer e fazer, errar e fazer novamente e novamente e assim por diante. Faz tanto que fica bom. Faz até sem pensar. E o líder deve ser o primeiro treinador, ou seja, é a chamada “liderança pelo exemplo”.
O líder ensina o desejo e a esperança porque sabe que são dois ventos necessários para a viagem da vida. Gosto muito da citação do biólogo britânico Thomas Henry Huxley que escreveu: “A grande finalidade da vida não é o conhecimento... A grande finalidade da vida é a ação”.
Grandes idéias nascem e morrem todos os dias por falta de um plano. É aí que entra o papel do líder que sabe que mil discursos valem menos que uma ação, um exemplo. Um líder, afinal, vive de resultados.
Uma coisa é inevitável na vida onde palavras são palavras, desculpas são desculpas, promessas são promessas, porém, vivemos de resultados. Somos avaliados pelos nossos atos.
Quero concluir com as palavras do dramaturgo alemão Bertold Brecht: “Há homens que lutam por um dia e são bons... Há homens que lutam muitos dias e são melhores... Há os que lutam anos e são excelentes... Mas há os que lutam toda a vida, e estes são imprescindíveis”.
A liderança de hoje sabe que uma empresa não quebra hoje, quebra cinco anos antes. O nome que dá a isso é falência motivacional. O verdadeiro líder sabe que cada detalhe é importante na formação de uma equipe e sabe valorizar isso, tanto de seu conhecimento em ação como nas atitudes de cada membro do seu time.
Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!
* Gilclér Regina
Presidente da empresa CEAG Desenvolvimento de Talentos e Editora Ltda
Escritor, Palestrante com reconhecimento nacional.
Contato: ceag@ceag.com.br www.ceag.com.br 44-3227-0697